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Terminar uma prova a qualquer custo. Vale mesmo o Sacrifício?

Escrito por

Renato Mello É empresário, casado e pai, não obrigatoriamente nesta ordem. Tem o esporte em sua vida desde a infância: futebol, natação e surf foram os mais competitivos e que lhe renderam algumas medalhas. Mas foi na corrida, em especial nas ultramaratonas, que descobriu sua verdadeira paixão: treinar o corpo e a mente para percorrer longas distâncias. Não se engane com seus precoces fios de cabelo branco, a sua juventude está estampada no rosto, no seu estado de espírito e na sua excelente performance nas corridas.

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30 Comentários

  1. Aline Carvalho Aline Carvalho disse:

    To make the long story short:

    No IM2014, depois de passar 10 meses treinando mal, me sentindo mal nos treinos, decidi ir ao médico. Estava bem perto da prova e não estava conseguindo cumprir os treinos com a mesma facilidade que já tive. Aliás nunca foi difícil daquele jeito.

    Fui ao médico e descobri que estava toda desregulada (hormônios) e também anêmica. O médico recomendou que eu não fizesse a prova. Mas eu queria fazer a prova. Decidi insistir. 3 / 4 dias depois peguei dengue. Acho que a prova desistiu de mim e não eu dela!

    Fui para Floripa assistir, levei uma bike speed para não correr o risco de largar. Peguei o número, coloquei a pulseira. Passei a noite pensando em largar. Meu maior medo? Insistir demais na prova. Não tinha qualquer condição de fazer, mas se largasse eu sabia que não pararia.

    Preciso demais amadurecer nisso. Não estou nem perto de lidar bem com isso… Mas tenho fé que isso vai mudar! Acho mais fácil desistir da prova que desistir na prova. Freud deve explicar…

    Sim! Eu queria escrever pouco! =)

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Aline, também tenho problemas em desistir, você falou que acha mais fácil nem largar do que parar durante, concordo, porque depois que largamos rola um clik na cabeça e ficamos teimosos e bestas, será que nosso amigo Freud explica mesmo?

  2. Hernani Oscar disse:

    Boa pergunta, já fiz ou terminei algumas extremamente desgastado, não me arrependi mas acho que depende do nível de sacrifício e do risco: as que fiz, fiz, talvez acumulando experiência para avaliar as seguintes.

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Hernani, tudo bem amigão? Pode ser que a experiência, que neste caso significa mais sofrimento e riscos corridos, nos ajude a não repetir erros novamente, mas vai saber né, cada prova e diferente e tem que ser muito macho pra abandonar tudo na montanha ou na pista. Será que somos? hehehe

  3. Joka disse:

    Desistir ou desistir, vai do dia mesmo…kkkkkk

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Desistir ou desistir, continuar ou continuar, Joka amigão, só na hora pra saber o que fazer, se for subida desisto, se for descida queimo a sola! kkkk Abração campeão.

  4. Zequinha disse:

    Amigo Ultra Renato

    Muito boa questão colocda?

    Queimando a sola ou queimando os neuronios.? Há algo de especial entre os corredores de longa distancia…, talvez um conjunto de explicações, das quais não sou conhecedor.
    Seu post leva a reflexão:
    Perder e ganhar ou ganhar perdendo?
    Minha opção sempre foi a saude em primeirissimo lugar.Posso fazer um esforço extremo, mas até o limite de não permitir consequencias graves ou irreversiveis a saude.
    A todos seus leitores um grande abraço e até 5 de outubro no CEFAN Rio 24h.

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Zequinha, a linha entre o esforço extremo e o excesso é tênue, você sabe disso, feliz de quem consegue enxergá-la e assim poupar ou exceder consciente do fato.
      abração!

  5. Paula Narvaez disse:

    Peidar na tanga jamais!!

    bjs dear!

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Paulinha, até pode sim, mas depois tem que conviver com o fato (tanga) a prova toda! ai quero ver quem é realmente forte…hehe
      Valeu a visita, bjs!

  6. Paula Narvaez disse:

    afff e a foto errada abafa

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      se estiver falando da foto do Iazaldir, ele mais do que ninguém deve sofrer este dilema nas provas, porque os caras que correm na ponta sempre estão no limite.
      Mande um abraço para ele.

  7. Tarciso disse:

    Eu tenho pra mim a seguinte regra. dores musculares e cãimbras, estando dentro do tempo limite da prova, dá pra levar, agora, dor em articulações (joelho, tornozelo), fasceíte plantar ou qualquer outra dor que altere a mecânica da passada, eu paro. Até hoje nunca me aconteceu durante uma prova, mas já parei em treinos longos e tenho certeza q foi a melhor decisão a tomar… o ruim é que essa cultura do terminar a qualquer custo continua em alta, inclusive em propagandas de analgésicos, que incentivam o uso deliberado pra mascarar uma dor e continuar correndo… ortopedistas terão um faturamento maior com isso..rsrsrsrs

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Tarciso meu amigo, sua tática é ótima, realmente existem dores e dores e sobre esta cultura ridícula concordo contigo, quem sempre sai prejudicado é o corredor.
      abração

  8. Roberta Camara disse:

    Desistir jamais! Fui para uma prova de 300 k de bike, muito mal orientada e orientada. Na metade do percurso a “conta” apareceu. Dores, veias dilatadas…Pensei em pular nos carros de resgate, mas segui em frente. Fiz em 18 horas, mas fiz :-)

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Roberta, você pelo jeito é teimosa como eu, então não posso te condenar, já os nossos ortopedistas….
      abração e parabéns pelos 300 km, realmente devem ser bem duros, se for o Audax então você está numa lista privilegiada!

  9. André zumzum disse:

    Não se trata de completar a prova a qualquer custo, ou de suportar mais 10, 15 ou 80 km de dor. Nunca se sabe o que vai acontecer e ate aonde estamos dispostos a ir. Certo é que treinamos muito para aquele momento, e a cada longo, nos colocamos em situações mais extremas, para nos adaptar a isso, então depois de meses de treinamento, achamos que o esperado seja aquilo mesmo e encaramos essas lesões como “faz parte” da prova. Alem disso estamos tão focados, que chegar e tudo o que nos interessa, nos “treinamos” para isso.

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      André, tudo bem com você? Pois é, em alguns casos, e este seu exemplo é um deles, nossa mente que tanto nos força a parar às vezes faz o trabalho contrário, nos dando força e motivos para continuar, pena que este controle é superficial e a conta dos excessos chega, mas ela pode ser pequena e então nem ligamos.
      abração.

  10. Jorge Dutra disse:

    ola tudo bom renato?muito bom este tema e eu ja vivi isso duas vezes em provas.a primeira foi na meia maratona do rio de janeiro de 2013 em agosto onde no km 10 pisei em uma garrafa e torci o tornozelo direito.por segundos pensei em parar mas as condições da prova estavam propícia para eu conseguir meu objetivo e resolvi seguir pois tinha a meta de ser sub 1:40.o resultado é que eu consegui o tempo de 1:39:27 e um tornozelo inchado.a outra foi dia 15 de setembro último na meia maratona de são josé aqui em santa catarina onde no km 11 senti uma dor na lateral do joelho direito mas resolvi continuar mesmo que trotando para terminar a prova.não me arrependo mas acho que só pararia se não pudesse mesmo nem andar.é isso ai galera,bons treinos

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Jorge, bom ter você aqui neste espaço.
      Você por 2 vezes superou os limites da dor e conseguiu seus objetivos naquele momento, mas sabe que com riscos de aumentar ou ganhar uma bela lesão, principalmente no RIO. Que bom que deu tudo certo e ficou somente nas histórias. Abraços!

  11. Cruiff Pinto disse:

    Vc já participou de um corrida de aventura? Lá vc saberá o verdadeiro sabor da palavra DESISTIR…
    Imagine q vc não tem nem a opção desistir. Fatores como equipe, distância do ponto de apoio e modalidade podem te impedir de desistir.
    Só para reflexão!!

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Olá Cruiff, tudo bem? Nunca participei de provas de aventura, já até contei pra Camila Nicolau (ela escreve neste site exatamente sobre isso) que é uma das minhas metas pra 2014. Sei da complexidade da logística, da cumplicidade entre a equipe e tudo que envolve provas assim. Pode ter certeza de que neste caso parar deve ser dificílimo, mas dependendo do caso não tem jeito mesmo, é chorar e deixar pro próximo ano! abração.

  12. Humberto disse:

    Olá Renato, me deparei com essa situação recentemente. 15 dias antes do 70.3 de BSB tive uma lesão de grau 2 na panturrilha. Nem preciso dizer que foram 15 dias de fisio pesada e nada de treinos… Larguei, sabia que o risco de estourar tudo existia mas pensei que se isso acontecesse na corrida eu andaria o restante da prova e ainda assim a completaria… Aconteceu, só que ainda no ciclismo, 2a volta (de 3). Dor ainda maior do que a dos “15 dias” anteriores… Teimosamente ainda continuei por mais alguns km até não conseguir mais nem girar o pedal… Parei, e um mes depois ainda não voltei a treinar…

    Como alguém citou acima, existem dores e DORES, e a “vida” agora me ensina que com as DORES, não se deve brincar, pois elas podem levar a problemas mais sérios…

    Abraços!

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Humberto, lamento bastante sua lesão, acho que no caso do triathlon vocês têm 3 vezes mais chances de se machucar. No seu caso a aposta em estourar na corrida foi alta pois o ciclismo também é muito exigente, principalmente com a panturrilha. Espero que melhore logo e se aprendeu ou não a lição, isso você só vai saber quando tiver que tomar de novo uma decisão com esta! abração.

  13. Roberto Stocco disse:

    Grande texto Renato.

    Acho que vale uma reflexão para isso: Quando estamos na prova estamos correndo para nós ou para os outros?

    Abraços.

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Roberto, é por ai mesmo, se estivermos correndo para os outros vamos até o limite e com certeza algo dará errado, mas se a prova for contra nós mesmos ou para nós mesmos ai temos este poder de parar ou continuar, a escolha é nossa!
      abração amigão.

  14. Marcel Lopes disse:

    Estou nesse dilema. Sou muito novato, comecei a 4 meses, e me escrevi na segunda corrida, de 5km. Porém a um mês me apareceu uma fascite plantar, estou seguindo (quase) a risca a fisioterapia; usando gelo, palmilha e anti-inflamatório. A corrida será dia 29/09, sei que não estarei pronto até lá; mas decidi que irei caminhar com a minha namorada, mas só saio de lá com a medalha no peito…

    Obs: espero que a minha fisioterapeuta não leia o site, pois me proibiu até de pedalar, mas se eu ficar parado, enlouqueço…

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Olá marcel, caramba, 4 meses de corrida e já ganhou uma fascite meu amigo. Cuidado com isso, siga a risca o tratamento porque este é um tipo de lesão que adora ficar nos seguindo, pode acreditar! Caminhe com sua namorada sim, só vai te fazer bem, e sobre sua fisioterapeuta, desculpe, mas estou torcendo pra ela ser minha leitora sim, mas espero que a bronca seja pequena. rsrs
      abraço.

  15. Luciane Mildenberger disse:

    Ótimo post Renato. É um drama participar de uma prova e sentir-se desafiado a terminá-la ou não devido a uma dor ou lesão. Eu já passei por isso, e fui até o fim. Meu joelho resolveu travar no meio da corrida, mas por nem um momento eu pensei em parar. Cheguei quase mancando, mas cheguei. Abs, amigo!

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Ei Luciane, também tive esta mesma situação com meu joelho e fiz a mesma coisa, pode ser que hoje não repetiria tamanho desatino (fiquei com dores do 6 km até o 75 km de BertiogaXMaresias), mas como disse no texto, sou teimoso e pouco inteligente, então!
      abs!

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