Corrida

A Difícil Arte de Correr

Escrito por

Renato Mello É empresário, casado e pai, não obrigatoriamente nesta ordem. Tem o esporte em sua vida desde a infância: futebol, natação e surf foram os mais competitivos e que lhe renderam algumas medalhas. Mas foi na corrida, em especial nas ultramaratonas, que descobriu sua verdadeira paixão: treinar o corpo e a mente para percorrer longas distâncias. Não se engane com seus precoces fios de cabelo branco, a sua juventude está estampada no rosto, no seu estado de espírito e na sua excelente performance nas corridas.

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13 Comentários

  1. Michele Almeida disse:

    Renato, gostei muito de suas colocações e concordo totalmente quando diz que correr não é tão fácil quanto parece. As pessoas são muito desinformadas, acham que sabem tudo e é aí que a coisa se complica.
    Precisamos nos conscientizar que tudo nessa vida tem sua particularidade e na corrida não seria diferente. Acompanhamento especializado é imprescindível para a prática de qualquer atividade física se queremos obter resultados positivos. As fatalidades acontecem, como você bem citou, porém, se pudermos minimizar esses riscos, não devemos abrir mão disso.
    Até a próxima!

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Olá Michele, como vai?
      É verdade, precisamos sempre de atualização, em todos os sentidos. Nesta nossa vida, a não digo apenas em relação à corrida, uma das únicas coisas em que o excesso não nos atrapalha é na informação, quanto mais melhor!
      Grato pela visita, abs!

  2. Vinícius disse:

    Tem um amigo meu que reclama da “burocratização” da corrida. Que são essas exigências que as pessoas têm que cumprir para serem consideradas “corredores”, tais quais as listadas no texto acima. Correr, antes de mais nada, é um ato instintivo do ser humano, que só requer os movimentos das pernas. E tudo que veio depois disso foram necessidades que nós mesmos impomos. Nem todas os que praticam o esporte pretendem completar uma prova de longa distância, ou têm essa necessidade exagerada de diminuir o tempo.

    Claro que é importante manter-se informado e ter alguns cuidados. Contudo, essa “burocratização” às vezes faz parecer que praticar corrida é mais difícil do que parece, por causa dos tantos “pré-requisitos”. Sem contar a mercantilização do esporte, que pode inibir ou constranger aqueles que gostariam de correr, mas não dispõem dos recursos necessários para participar de provas e adquirir os produtos considerados “necessários”.

    Os índios Tarahumaras não precisavam de um relógio com GPS nem de um Mizuno Prophecy para serem exímios e experientes corredores.

    Sejamos mais livres, abraços.

    • Rafael Zobaran disse:

      Caro Vinícius – perfeito – assino embaixo. Mas só para complementar, mesmo sem nenhum equipamento, a corrida tem a sua complexidade, principalmente em relação a volume e intensidade de treinamento – essa falta de orientação está aumentando a quantidade de lesionados.

    • Tancredo do Rosário de Moura disse:

      Muito bom. Concordo plenamente com sua colocação. O bom da corrida e vc completar a prova. E de preferencia, inteiro. Lutar contra paces muitas vezes lesiona e retira vc das provas. Cai muito porem Aprendi a completar minhas provas – 1/2 maratonas – em confortáveis ritmos 6 e me sinto um herói.

      • Renato Mello Renato Mello disse:

        Tancredo, com certeza completar a prova inteiro é a meta da maioria dos corredores, o problema é que demora pra maioria pensar como você.
        Parabéns!

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Olá Vinícius, claro que que concordo com esta colocação sobre a corrida livre, afinal corremos desde os primeiros passos. Tem um texto meu neste site que vale a leitura (Meu GPS quebrou), falo um pouco desta coisa de correr livre, você vai se identificar, tenho certeza! Mas neste texto de hoje escrevo sobre corrida considerando-a como um esporte, amador ou profissional, não importa, mas ainda assim como um esporte. Pode ser uma visão um pouco tacanha ou pequena, não sei, mas procuro me concentrar nisto, é aqui que está o pouco conhecimento que adquiri nestes anos de esporte. Por isso considero sim a corrida difícil e cheia de manhas, com seus truques e seus métodos para melhorar nosso desempenho e etc. Felizes os Tarahumaras? Não tenho certeza, afinal pelo que sei muitas de suas longas corridas eram puramente por necessidade e nunca li nada sobre a qualidade de vida deles com o passar dos anos, digo me referindo a dores e lesões. Se tiver algum local onde eu encontre estas informações por favor me avise, agradeceria bastante!
      Abração e grato pelo comentário.

  3. Fábio Gelbcke disse:

    Renato Mello,
    entendo o que você quer dizer, mas acredito que a frase “é só pegar um tênis e correr” seja apenas uma hipérbole para representar como correr é um esporte que requer em geral menos logística que outros esportes. Já pratiquei basquete, tênis, natação e sou hoje corredor e triatleta. Dava muito mais trabalho praticar qualquer um dos outros esportes que a corrida. Tênis tinha que ir até o clube, esperar a pessoa com quem se ia jogar (se não fosse no paredão), as vezes as quadras estavam todas cheias, etc. Natação tem que ir até onde está a piscina, tem todos os equipamentos e mochila que tem que arrumar e tal. Triathlon nem se fala, ciclismo acho que é o mais difíciled todos, tendo que fazer os treinos longos na estrada, onde não haverá nada disponível caso eu precise, ter que colocar bike e todo o resto do equipamento, além de ser normalmente longe. Em comparação, corrida é algo que eu posso começar a praticar desde que saio da porta de casa, e é isso que eu acho que a frase quer dizer. Basta vestir meus shorts, pegar uma garrafinha de água e um gel e sair, e quando dou o primeiro passo para fora de casa começo meu aquecimento.
    Claro que apesar disso há muitas coisas a se pensar na corrida, principalmente pra provas, e isso aumenta conforme aumenta a distância, mas meu checklist para uma meia maratona/maratona não é 1/10 do que é para um short triathlon, que dirá o que eu fiz para o ironman.
    abs

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Fábio, isso mesmo, a frase é um chavão antigo que quer apenas mostrar as facilidades em começar a correr, realmente basta um tênis.
      O problema é o que vem depois de calçarmos estes tênis, isso não está nas entrelinhas, descobrimos com o tempo e com as dores.
      Você como multiesportista e triatleta nunca irá se assustar com minha lista, pelo contrário, provavelmente seus ítens para o Ironman não caberiam em cima da minha cama. rs
      abração e volte mais vezes!

  4. Josa disse:

    Não acho baboseira dizer que é democrático, acho que o autor está falando apenas de uma parcela das pessoas que gostam correr. Conheço várias pessoas que correm aí seus 15k divididos em 3 ou 4 corridas semanais há anos, alguns há dezenas de anos, sem nenhuma lesão, sem nenhum problema de saúde, sem tênis caros, sem gps, géis, essa lista toda e e sem participar de provas. São viciados em correr mas não compram revistas, não leem os portais e revistas de corrida, não tem blogs e entraram nessa de esporte e competições e muito menos nas “imposições mercadológicas”. Talvez por isso eles estejam fora do “radar” desse mercado.
    Em tempo, sim, para quem correr mais sério, um acompanhamento médico é bem vindo, claro.

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Josa, boa tarde, tudo bem? é bem por ai a questão, expliquei para nosso amigo Vinicius exatamente isto, minha colocação é para quem leva a corrida mais a sério, no sentido de treinos e competições, independente de capacidade e velocidade, mas nestes casos precisamos sim tomar muitos cuidados com as muitas variáveis deste esporte que está ligado diretamente à nossa saúde.
      abração.

  5. Hernani Oscar disse:

    Dá pra entender onde o Renato quer alcançar. Quem acabou de fazer hoje a prova de 24H Rio Fuzileiros Navais, não tem a mínima dúvida eu é uma Arte, traços realces e nuances muito pessoais, não há lugares para inexperientes, tem que aprender a difícil arte de correr, correr pra valer! Há uma formação completa, onde sempre se aprende. Mas sem dúvida há o outro lado, o de botar um calção, um tênis e começar essa formação “essa longa maratona”.

    • Renato Mello Renato Mello disse:

      Hernani, bom dia, isso mesmo, mesmo levando para este lado mais lúdico de apenas colocar os tênis e correr precisamos saber que se trata de um início, um aprendizado! abração!

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