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Estou lesionado! E agora?

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Elano Ribeiro é servidor público e triatleta amador. É formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará e mora em Fortaleza. Casado, pai de dois meninos e uma menina, concilia a correria da vida com o amor pelo esporte. Ingressou no mundo da corrida através da família de sua mulher, e nunca mais parou. Com pouco mais de 1 ano de corrida, fez sua transição para o triathlon. Tem afeição especial pelos aspectos que envolvem o treinamento e provas de endurance.

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3 Comentários

  1. Glauber Lima disse:

    Sei bem o que é isso. A meu ver temos dois grandes problemas:
    Primeiro conseguir identificar o problema de verdade, o real motivo e solução do problema. Pois veja, ir em um ortopedista por mais que seja do esporte e altamente renomeado (especialista) não é por si só certeza de que o problema e solução será encontrado. Algumas vezes pode ser necessário ir a mais de um especialista, talvez de áreas diferentes. Hoje entendo a lesão que tenho desde 2010 em um dos pés após visitar esse ano 4 especialistas diferentes (áreas de atuação diferentes) e juntar as informações com o meu histórico de vida (adolescência).
    E o segundo problema é esse a que você se refere, o parar, o tratar. Problema pois algumas vezes mesmo parando a atividade, fazendo fisioterapia, gelo em casa, anti-inflamatório, ainda assim passado o tempo previsto do tratamento a lesão continua, mais leve, mas continua. Complicado. Ai ficamos naquela situação de voltar a treinar mesmo com a lesão não estando 100% curada (me incluo nessa situação). O que fazer? Parar de novo por mais tempo? Confesso que é difícil. Depende muito da gravidade da lesão. Precisamos ter paciência, a cabeça conta muito nesse momento.
    Posso dizer que de todas as modalidades esportivas os praticantes do triatlo tem uma vantagem (pelo menos uma né, aja trabalho ter de tentar dominar 3 modalidades, rss): dependendo da lesão não precisamos suspender todas as modalidades, isso nos ajuda a não perder o condicionamento.
    Graças a Deus nesses curtos dois últimos anos em nenhum momento pensei em abandonar o esporte por causa de lesão, pelo contrário, me fez entender que devemos procurar suporte em outras atividades fora do nadapedalacorre. Exemplo: fisioterapia particular, osteopatia, massagem, alongamento, pilates, treinamento funcional etc.

    • Elano Ribeiro disse:

      O problema é mesmo complexo. O amor pela atividade é o ingrediente que traz esta mistura de sentimentos quando estamos lesionados.
      A cabeça precisa ser mais forte num período de “estaleiro” do que numa prova dificílima. Mais um aprendizado.
      Quanto às atividades extra nadapedalacorre, tratarei delas na continuação da postagem.
      Melhoras para você, Glauber.

  2. Cleanto Pereira disse:

    Realmente não entendo Elano. Você é funcionário público mas participa de Ironman? Ou seja, o seu corpo não tem o descanso (nem o nível de treinamento) que um atleta profissional tem mas, ainda assim, você quer participar de uma competição que é destinada à eles? Isso me parece muito similar ao que vejo aqui nas academias onde as pessoas buscam um corpo de fisiculturista mas sem serem atletas. Cada um desempenha suas profissões mas querem ter o corpo de um fisiculturista sem ter o mesmo nível de treinamento e acham que podem consegui-lo apenas com um treino amador e com consumo de suplementos e uso de drogas.
    Uma coisa que é bem clara no meio do treinamento esportivo é que alto rendimento não é sinônimo de saúde. Quando se torna um atleta profissional essa pessoa abdica de qualquer noção de saúde. Ela conviverá com inúmeras lesões causadas pelas rotinas brutais de treinamento. Ela deverá ser informada que saúde ela não mais terá. Todo atleta de alto rendimento aprende a conviver com a dor durante e após seu período de atividade. Vou te dar um exemplo: olha os capoeiristas. Quantos mestres tu vê dando aqueles saltos tão característicos da capoeira? Obviamente as articulações dos membros inferiores já foram “pro espaço” e só os jovens conseguem e se arriscam a fazer isso pois não sabem o preço que pagarão por isso no futuro.
    Se você não vive do esporte então acho meio sem propósito tamanha exposição do seu corpo a tanto estresse físico apenas por satisfação pessoal.

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