Treinar sozinho ou com assessoria?

Assessoria Esportiva – Necessidade ou Luxo?

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É ex-sócio do Papo de Esteira, ultramaratonista e randonneur. Quando está trabalhando, pensa na corrida e frequentemente soluciona problemas do trabalho correndo. Já foi designer (sua formação), já foi DJ e ainda não sabe o que mais será, mas tem a convicção de que todos podem ser o que quiserem. Dono de uma forte personalidade e de uma mente inquieta, consegue transmitir ideias e pensamentos com uma facilidade assustadora. A última coisa que deseja é agradar todo mundo, sabe que suas palavras, gostem ou não, sempre geram uma saudável discussão.

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51 Comentários

  1. Corredor SP disse:

    Rodrigo,
    Como sempre ótima contribuição para o papodeesteira!
    Quem te ajudou no preparo para as Ultras?
    Desde já obrigado!
    Abs,

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Essa é uma resposta um tanto ampla, como eu disse, antes de competir na minha primeira ultra, um professor, que hoje é um grande amigo meu, ajudou na recuperação de uma lesão, na minha primeira Bertioga-Maresias, treinei sozinho e na segunda, treinei com uma assessoria. Hoje, treino sozinho e faço funcionais na academia, orientado por um preparador físico.

      Já a ajuda ‘moral’, tive de inúmeras pessoas, atletas, família, amigos, treinadores etc.

      Grande abraço.

  2. Cristine Tellier disse:

    Concordo com vc. Pra quem está iniciando ou pra quem já corre e se propôs um novo desafio, a assessoria ajuda e muito.
    Depois de 3 anos utilizando os serviços de uma assessoria, não vi mais necessidade. E, assim como vc, nao vi alteração nos resultados (pra pior) ao deixar de ter acompanhamento da assessoria. Com o valor pago à assessoria passei a bancar a mensalidade de uma boa academia, em que o professor montou um treino (musculação e funcional) específico p/ a minha necessidade – aumentar a resistência e melhorar nas subidas.
    Quanto a treinar sozinha, sinceramente, eu até prefiro. Não curto ficar conversando enquanto treino. Prefiro o mp3 player pra ir ouvindo músicas c/ o bpm certinho pra manter o ritmo.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Cristine, o único treino que não gosto de fazer sozinho são os “longos muito longos”, tudo que seja de 30, 40 km pra cima, fica enjoativo, pra mim. :)

      Obrigado pela visita!

  3. Rosimeire Assis disse:

    Perfeito seu texto Rodrigo…
    Se não tiver preguiça de procurar podemos fazer ótimos treinos com bons resultados seguindo nossa própria planilha. Eu fiz isso durante muito tempo com foco e determinação consegui fazer uma bela economia…Aliás os meus melhores resultados foi seguindo minha própria planilha de treinos. A experiência nesse caso conta muito e até ajudei muitos amigos…Só procurei uma assessoria quando perdi o foco…. Abraço

    Meire/BH-MG

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Perda de foco acho que é até comum ao treinarmos sozinhos E obter resultados, né? A vantagem de unir experiência com assessoria é que podemos passar exatamente o que sentimos aos nossos treinadores e os resultados serão ainda melhores. :)

  4. Tarciso disse:

    boa.. eu não vejo como necessidade nem luxo, mas como afinidade. Há pessoas que precisam de um “ok, vai lá”, até mesmo pra correr uma prova de 10 K, outras precisam do compromisso social de ter um horário e local pra treinar.

    Outros, como é o meu caso, e aparentemente o seu tb, preferem treinar de acordo com a demanda do próprio corpo. Eu saio no domingo pra fazer um treino de 20K e, às vezes, corro 40, 50, e o inverso tb acontece: saio pra correr um longo de 4, 5 horas e paro na segunda hora. A minha lógica é que, se não sou atleta profissional, faço meus treinos de acordo com a minha vontade, pois meu compromisso mesmo é com meu trabalho e com minha família. O treino é minha diversão, então vou totalmente descompromissado.

    Eu tb já treinei com assessoria esportiva, mas meu negócio é mais correr sozinho, fazer meu treino de acordo com o que vier na cabeça e boa. Pra mim, não deu muito certo.

    E sobre os campeões ultramaratonistas aí, faltou falar do respeitadíssimo e várias vezes campeão de provas de 100 a 250 Kms, o santista Valmir Nunes. Treinando por conta própria, já venceu a BR135, a BadWater (com recorde), a Spartathlon e dezenas de corridas de 100K. O cara é mto fera e quase ninguém cita ele qdo fala de ultramaratonistas…

    é isso.. abraço

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Tarcisio, acho que realmente estamos no mesmo grupo, os atletas descompromissados. :) Em relação ao Valmir, não o citei porque ele é também um treinador, então, ele é, digamos, cliente dele mesmo.

      Grande abraço.

  5. Alfredo Donadio Alfredo Donadio disse:

    Caro Rodrigo
    Excelente ponto que vc levantou.

    No meu caso, com alguns bons anos de experiencia, já passei por todo tipo de treinamento, medico, nutricionista, personal e tudo mais. Houve época que até dava meus “conselhos” aos que perguntavam – que absurdo, dizem que de medico e louco todos temos um pouco e é verdade!!!!

    Bom seguinte, independentemente do estagio que nós estamos, acredito que o técnico, seja lá de que segmento for e quem for, deve ter a missão e o poder de nos avaliar corretamente nos colocando prontos para o dia da prova.

    Tive dois técnicos de corridas na vida por que o primeiro técnico era “muito bom” só que não me deixava na ponta dos cacos no dia da prova e ai resolvi ir por conta própria e descobri que sabia o que fazer e como fazer, mas não conseguia me avaliar com “olhos externos” e tb não deu certo. Fui para o segundo técnico e esse foi muito legal e somos amigos até hoje. Atualmente, treino por pura diversão e ai, vale tudo!

    Enfim, acredito que um bom técnico é uma ferramenta maravilhosa quando nos avalia bem e nos deixa pronto.

    Se um dia quiser alcançar algum objetivo, por causa das minhas deficiencias de avaliação e por não ter a formação adequada, certamente buscarei “o” técnico.

    Abraço e Parabéns pela matéria.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Donadio, obrigado pelos seus sempre bem pontuados e bem argumentados comentários. Pode ter certeza que se eu mudar novamente a “chavinha” de corredor “for fun” pra corredor competitivo, procurarei um treinador na mesma hora, mas por enquanto, meu conhecimento e pesquisa fazem bem o trabalho. :)

  6. Ana Ka disse:

    Olá Rodrigo, como vai? Acabei de ler seu post. Não acredito que ter uma assessoria esportiva seja luxo, ou mesmo necessidade. Tenho uma assessoria, na verdade, tenho mais que isso, tenho um coach e um amigo, que me orienta a treinar melhor. Por causa do incentivo e crédito dele e do seu profissionalismo, ética e experiência, correrei minha primeira maratona em maio. Estou treinando desde setembro.
    É bem verdade que existe muito material na internet, alguns bem valiosos, mas eles só complementaram o aprendizado que estou tendo.
    Pra quem não conhece o trabalho da assessoria que tenho, não posso falar de outra, eu corro sozinha, mas às vezes meu coach corre ao meu lado me apoiando, me corrigindo e me orientando.
    Pra outros que acham que a escolha da assessoria está ligada a “uma aprovação” para se sentir seguro e correr 5k,10k etc, confesso que comigo isso nunca aconteceu.
    Acredito que existam excelentes profissionais em boas assessorias.
    Se é luxo ou necessidade… bom prefiro achar que ser orientado por quem entende mais do que eu é diminuição de risco e respeito ao conhecimento do outro.

    Risco pode ser entendido de diversas formas, por exemplo, construir uma casa apenas com as informações da internet, ou tentar curar uma doença da mesma forma.

    Escolhi a assessoria de um profissional que, além de ultramaratonista, é extremamente respeitado pelo conhecimento que tem e pela pessoa que é. E dele eu não abro mão.

    Abraços.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Ana, você tocou num ponto extremamente importante, a relação treinador-aluno. Uma dupla afiada e com objetivos definidos é garantia de sucesso. Como disse, no meu caso, atleta por diversão e curioso, dispenso a orientação profissional. Caso eu pretenda ter um ganho de performance, voltarei ao auxilio de uma assessoria.

      Obrigado por deixar sua opinião.

  7. Marco Bossetto disse:

    Olá Rodrigo, respeito o que escreveu e como pensa, mas tenho que descordar de algumas coisas. Sobre seu relato, fico imaginando se todos pensasse como vc em relação aos outros profissionais, já imaginou as pessoas se auto medicando depois de garimpar alguns “conselhos” pela internet e eu como Engenheiro como vou me sentir se todos saírem por ai calculando e projetando depois desses garimpos tb, a internet é rica, mas nossas capacidades são pobres. Voltando as corridas, eu treino a 6 anos, passei por todas as distancias dos 5k a Maratonas e sempre tive a assessoria de um profissional, por segurança e respeito a esses profissionais. Sou amador, e busco sim performance, mas performance para ganhar de mim mesmo e quando fui além dos 42k busquei novamente um profissional qualificado para me treinar e ensinar como “correr devagar”, pois o espirito das Ultras, pelo menos para mim, é tirar o pé e curtir a paisagem e vencer a si próprio, busquei um profissional qualificado pra se sentir seguro nos novos desafios e além de buscar um profissional o lado social é muito importante, pois tenho certeza que ganhei um novo amigo e uma nova família, pois a união dos membros dessa e tantas outras assessorias é muito importante. Eu treino sozinho, mas sob supervisão, e tomo vários “puxões” de orelha porque eu não “corro devagar” e isso vou ter que aprender e um profissional é fundamental para isso. Já pensou o que seria dos alunos de um curso de graduação se qdo se matriculassem em seus cursos receberiam um monte de apostilas e apenas fizessem as provas no final do ano? se com professores já é difícil, imagine sem eles…..e isso eu falo com propriedade, pois sou professor de curso de engenharia. De novo, respeito sua opinião, mas nada justifica a troca de um treinador/professor/assessor esportivo, ou seja lá que nome dar a esse profissional por um “garimpo” na internet. Abraços!!

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Marco, tudo bom? Em primeiro lugar, muito obrigado por ter vindo colocar seu ponto de vista e me questionar. Muita gente fala besteira, lê somente o título, nem se da ao trabalho de ler o texto e, mal intencionados, ficam falando merda por aí.

      Vamos deixar claro que em momento algum disse que o trabalho de um profissional é jogado fora pelo garimpo na internet, até porque, procurando no lugar certo, os artigos e estudos são publicados pelos próprios profissionais, logo, não estou buscando a opinião de qualquer um.

      Eu sou analista de sistemas. Existem inúmeros fóruns e tutoriais na internet ensinando quem quiser a fazer um programa de computador. Esses artigos são escritos por programadores de sistemas. Acho isso ruim? Não. Se você se sente a vontade pra desenvolver um programa, manda ver.

      Eu deixei bem claro quando acho o auxilio de um profissional necessário e quando acho desnecessário, pontuei prós e contras. É a minha opinião pessoal e não a verdade absoluta.

      Grande abraço.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Marco, só mais duas observações: Pra uma dor de cabeça, vc vai no medico ou toma um Advil? Seja sincero. No caso, a corrida, pra mim, NESSE MOMENTO, é algo simples, que resolvo com Advil, se eu tiver câncer, vou procurar um oncologista.

      Quanto as aulas sem professor, acho fantástico. Na era da informação, o papel do educador mudou, ele não é mais o sabe-tudo, o emissor da informação, em países de primeiro mundo, aonde salas de aula com tablets são uma realidade, o professor é um orientador, um direcionados e cabe ao aluno achar suas próprias respostas, alias, vejo muito isso na minha área profissional: Informática.

      Bem-vindo ao novo mundo.

      • Marco Bossetto disse:

        Rodrigo, eu tomo um advil, mas não podemos comparar esse “automedicamento” simples com uma orientação profissional, as vezes acho sim a corrida simples, mas por trás disso tudo, ao meu ver, temos que ter uma orientação profissional, por mais simples que seja.
        Com relação as aulas sem professor, eu acho fantástico, e vc frisou muito bem “em países de primeiro mundo” e estamos muito longe aqui no Brasil, os alunos tem preguiça no presencial e imagina a distancia, na engenharia por exemplo, isso é inaceitável.
        Eu estou no novo mundo faz tempo, minha tese de doutorado é sobre a aplicação robótica de sementes radioativas na próstata guiada por imagem (Ressonância Magnética) e essa tecnologia tive que aprender fora do Brasil (morei 1 ano nos USA estudando essa tecnologia), pois aqui na época os médicos nem sonhavam com isso. Tecnologia faz parte de meu dia a dia.
        Abraços!!

        • Rodrigo Kaveski disse:

          Mas Marco, temos que saber separar as coisas. Acho que medicina é o topo da importância nas profissões. Engenharia, talvez esteja ali num segundo escalão, informática, minha área, hoje é importante, mas nem sempre foi assim. Não adianta colocarmos no mesmo balaio medicina e educação física. Nós, quando crianças, corremos soltos por ai, sem ninguém dizendo o que é certo ou errado, apenas por diversão. E no post, eu deixei bem claro, enquanto eu for atleta por diversão, não preciso de um treinador, quando e se – eu procurar um objetivo específico, voltarei à uma assessoria. Acho que pontuei muito bem os prós e contras.

          Grande abraço.

  8. Mariana Saraiva disse:

    Muito bom o texto e serve para mim que estou passando da transição com assessoria para voltar a correr sozinha! Comecei na corrida sozinha e pra fazer algumas correções e melhorar meu desempenho procurei um treinador, mas os treinos estavam bem fora do que eu curto, estava me sentindo “obrigada” a treinar e então decidi voltar as origens… nada como re-descobrir a razão pela qual corro!

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Mariana, entendo bem o que está falando. Perdi a motivação, me sentia obrigado a treinar e pensava: Pra que? Então dei um tempo na corrida, fui pedalar e isso ajudou até a me redescobrir como corredor.

      Como citei no texto, existem prós e contras de treinar numa assessoria, por mais que alguns profissionais da área não gostem, a verdade tem que ser dita.

      Obrigado pela visita!

  9. Vivian disse:

    Achei q vinha bomba maior no texto…rs
    Olha, vou “dar meus testemunho”: acho assessoria válida para qm está começando sim. Pra quem gosta da interação social e usa a assessoria pra ñ desmotivar dos treinos. Ou quem quer ou desafio maior como uma ultra ou um ironman. Eu comecei há + de 10 anos qdo ñ tinha nada disso de assessoria. E fui sozinha. Corri as duas primeiras maratonas sozinha..dps sim, tive um técnico até pq passei p/os meio irons e ironman. Hj tenho um técnico novo mas justamente pq preciso dele pra me dosar pq sou meio “doida” e exagero. Mas ñ treino c/a assessoria, com o pessoal…gosto mesmo de pedalar e correr sozinha mas c/a orientação do técnico.
    Excelente artigo.
    Bjs

  10. Renato Mello Renato Mello disse:

    Rodrigo, minha história em corridas é relativamente curta, você sabe, somos meio contemporâneos no esporte, pelo menos quando passamos a levar mais a sério. No meu caso tenho claramente a divisão de performance antes e depois que comecei a treinar com o Virgínio, confesso que em alguns momentos canso um pouco das planilhas, na maioria delas já sei o que fazer, mas ainda acho que posso render mais um pouquinho e acredito que todo o conhecimento e estudo que meu professor adquiriu ainda podem me ajudar bastante! Até quando eu não sei, pode ser que em breve ou depois que fizer a BR 135 solo eu pare de treinar com assessoria, não sei, mas com certeza enquanto eu estiver a usando colherei melhores frutos sim! abraço.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Tudo que você citou, eu escrevi no texto, o ganho de performance é perceptível, mas PRA MIM, performance deixou de ser importante, passei a ser um atleta com intenção de terminar provas, SEM ME IMPORTAR com meu tempo, nesse caso, uma assessoria seria desperdício de grana. Já pra quem quer evoluir, uma assessoria é imprescindível, como foi pontuado no texto.

      Abração!

  11. Rodney disse:

    Saudades do tempo em que correr erá só colocar um par de tenis e sair por ai!! correr é fisiológico todo mundo pode correr sosinho e pronto! Porem, criaram um problema e agora estão vendendo a solução, a algumas semanas o blog postou uma matéria a respeito do valor das provas, isso virou comercio essa é a verdade, a assessoria é só mais um produto do pacote, convenhamos, a maioria das assessorias ( não são todas, que isso fique bem claro) enviam planilhas prontas que qual quer um baixa na internet, qual a real serventia disso? agora com a vida corrida do jeito que está voce ter alguem pra palnejar o seu treino é uma facilidade, ou um luxo como queira, agora desempenho é outra história, atletas de elite tem treinamento direcionado e especifico coisa que vai muito alem de ” uma tenda com cochonetes, agua e frutas. mas será que pagar pra ganhar a mesma medalha, vale a pena?

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Bom, eu não tenho nada a acrescentar ao seu comentário, Rodney. Você é fisioterapeuta e ultramaratonista experiente, alguém com embasamento teórico e prático, ou seja, não tem mais discussão, acabou ai, o post é bem claro e seu comentário só deixou bem claro que falei a verdade.

      Infelizmente, por ter feito um post sem interesses comerciais, tive minhas palavras distorcidas, mas faz parte. Mal sabem eles que mal comecei a falar e colocar o dedo na ferida.

      Queriam me censurar, conseguiram o oposto. Me aguardem…

  12. Melissa disse:

    É uma pena ver que ainda hoje existem pessoas que nao entendem a seriedade e a cientificidade de um treinamento.Vou apenas citar uma analogia a esse texto.Seria como dizer que para se obter um diagnostico medico ,bastaria fazer uma pesquisa na internet,sem a necessidade de um acompanhamento do médico.Lamentavel a opnião exposta nessa texto.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Melissa, lamentável é a sua falta de interpretação de texto. Leia os últimos dois parágrafos, aonde cito os CONTRAS de se treinar sozinho e depois conversamos.

      Abraço.

  13. Christina disse:

    Cada um no seu quadrado!!!! Gente cada um é livre para fazer o que quer de acordo com seu objetivo. Estou com um treinador que amo, mas também sonho em treinar sozinha e seguir meu corpo, somente. Ainda chego lá!!!! Vou ver se com mais um pouquinho de experiência passo para o time dos “OUÇA SEU CORPO”. Adorei a matéria.

  14. Sergio Oliveira disse:

    Engraçado, Rodrigo,

    Como mediador (mesmo com opinão pessoal) para uma boa polêmica não deveria ser o mais justo criticar sempre quem se posiciona diferente de voce, e elogiar quem é a favor. Parece uma forcação de barra querendo convencer. Toda vez que voce comenta o comentário de alguem 9até a frase é redundante ao pé da letra) parece uma piada contada várias vezes pra ver se o ouvinte entende a graça como voce o vê. Tem muuita gente que acha importante e ponto final. Quem nao quer gastar esse dnheiro pra economizar pra pagar de 100 a 250 numa prova de marca por causa de camiseta bonita ou 500 reais numa prova trail run , que o faça, mas nao venha comparar com quem deseja fazer.
    Nao sei se voce sabe mas muita gente treina em assessoria nao so por performance, mas pela logística facilitada, por ser diabetico ou hipertenso e precisar de acompanhamento proximo, etc
    Teve um que disse que correr sempre foi fisiologico, Concordo, mas outrora , onde o controle remoto, os automatismos dos carros, escadas rolates etc nao nos deixavam tao sedentarios.
    Querer colocar escala de importancia de cursos na sociedade de hoje é tão antiguado, essa estória de medicina, engenharia etc e colocar educação física la embaixo é quase como dizer: pra qu nutricionista…todo mundo sabe comer. Pra que fisioterapeuta, basta colocar gelo em algumas coisas, calor em outras, e o que nao der resolvo com o mesmo antiinflamatorio que o doutor passou todas as vezes que contundi… (ja que nao quero performance mesmo, né ?? Pra que me cuidar corretamente ?? ) Vi hoje que pobreza nao é so questao financeira…pensamentos podem tambem ser paupérrimos.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Sérgio, eu sou redundante nas respostas porque as pessoas são redundantes nas perguntas. Eu só dei uma opinião, aliás, sendo redundante novamente, pautei prós e contras, mas as pessoas, como você, insistem somente em criticar os prós. Além disso, não nos conhecemos pessoalmente pra você me chamar de pobre de espirito. E se eu te chamar de analfabeto funcional, você vai gostar?

      Grande abraço

  15. Artur Araujo disse:

    Eu sou um adepto do treino próprio, faço isso há uns 4 ou 5 anos, confesso que já nem lembro mais a última vez que tive treinador.
    Já passei por vários técnicos tentando encontrar um diferenciado e que me desse a atenção necessária aos meus anseios, porém não encontrei e não vou encontrar. Nesse meio tempo descobri um verdadeiro engodo de treinos, quase que comum à todos, foi daí que resolvi eu mesmo bolar minha planilha. Tenho estudado muito, pesquisado muito e nunca estive tão bem como atleta,fisicamente, psicologicamente, e o que é melhor, sem lesão alguma.
    Agora deu um trabalho monstro, mas foi compensador. Sei que não terei o conhecimento técnico dos treinadores, mas eles nunca me conhecerão como eu me conheço.
    Grande abraço.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Grande Artur, fecho totalmente com você quando diz que ninguém vai nos conhecer como nós mesmos. Com bastante pesquisa é sim possível nos treinarmos. Como vc disse, sempre um treinador terá mais conhecimento técnico, mas nosso corpo, quem conhece é a gente mesmo.

      Em relação a resultados, os do Anton Krupicka e Scott Jurek, campeões inclusive da dificílima Western States, são suficientes, né?

      Abração.

  16. Carlos Mello disse:

    Bom, vamos falar de assessoria esportiva:
    Sou preparador físico e de 6 anos para cá venho trabalhando com maratonistas, ultras e “malucos” que adoram um desafio maior que o seu ultimo!
    A maioria dos novos corredores pretendem apenas concluir provas comerciais e compram camisetas para desfilar nas academias no dia seguinte, são muitos os que apenas compram o kit sem a intenção de correr.
    Partindo desse cenário, existem muitas assessorias que aproveitam esse público apenas para ganhar dinheiro e não individualizam, de fato, o treinamento de seus atletas.
    Não se engane, não seria um sonho individualizar as planilhas, isso é o certo!
    A MINORIA DAS ASSESSORIAS FAZ ISSO.
    Nesse caso, seria um luxo. Se você fizer uma pesquisa dos antigos atletas dessa mesma assessoria, que partiram de onde você veio e tem o mesmo objetivo que o seu, seu treino sera o mesmo.
    Onde esta a sua individualidade?
    Nesse caso, pesquisas da internet causariam o mesmo efeito.
    Cada atleta responde de uma maneira quando exposto ao mesmo estímulo.
    Acredito sim na importância das assessorias esportivas no quesito motivacional e na praticidade para corredores amadores(LUXO), Mas acredito muito mais nos técnicos e preparadores que se dedicam individualizando seus atletas (NECESSIDADE)
    Na minha opinião,sim é possível corredores com certo nível de conhecimento desenvolver uma melhora em sua performance utilizando ferramentas e pesquisas da internet porém, se quiser resultados efetivos, procure um Preparador Físico, que não seja só da área da Educação Física mas que estude muito sobre fisiologia!!
    Abraço a Todos e bons Kms

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Carlos, no fundo, sabemos que isso acontece, infelizmente. Sabemos também que esse texto atingiu o interesse econômico de alguns e, nesse caso, vale até criar email falso pra vir aqui falar bobagem.

      Obrigado pela visita e excelente explicação de quem vive o dia-a-dia da educação física.

      • Carlos Mello disse:

        Não por isso Kaveski, vão dizer que fui contra a minha classe, e eu responderei. Faço o meu trabalho como deve ser feito por isso não meço palavras!

  17. Adriano disse:

    Adorei o texto.
    Com a popularização das tendas, hoje a maioria dos profissionais cobra para vender copo d’agua e retirar os kits. Treinadores cobram barato, oferecem serviços de pouca qualidade para muita gente ao mesmo tempo. O importante é ter um grande grupo na foto ao final do evento.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Adriano, existem boas e más assessorias, como existem bons e maus profissionais em todas as áreas.

      Só se ofendeu quem vestiu a carapuça.

      Obrigado pelo comentário.

  18. Nicole disse:

    Olá, sou novata nessa onda da corrida e acabei vindo para no blog por estar olhando modelos de tênis, permaneci lendo os artigos e me deparei com o nome do seu artigo e me interessei muito. Sempre tive vontade de correr, nao correr 30 minutos na esteira como aquecimento, queria correr de forma literal, sair correndo por ai por duas três horas ouvindo musica e fazendo bem ao meu corpo, pois minha atividade profissional faz com que eu fiquei horas a fio em frente a um pc.
    Sempre começava mas nunca dava conta de correr mais do que 6km em uma hora de uma forma bem sofrida na esteira. Foi ai que encontrei uma assessoria de corrida e por nao ser algo muito caro me interessei. Confesso que meu desempenho tem melhorado bastante, as planilhas com as metas me garantem que aqueles sao objetivos possiveis e que estao dentro do meu limite. As recomendações quanto a pratica da musculaçao preventiva, a indicação para a videoanalise, tudo isso considero como ensinamentos muito valiosos e que de fato so com um professor eu poderia ter acesso. Mas ja identifico alguns pontos relatados pelos demais nesse post, sinto que nem sempre o professor dá a devida e necessaria atenção aos alunos, pois sao varios, existe essa comercialização da assessoria como uma marca, bem como as diversas parcerias para as provas e etc. Fiquei feliz por ler os comentarios dos corredores que já são independentes e conseguem correr sozinho sem lesões, é uma esperança para mim pois inicialmente minha meta sao os 21 km e depois vamos ver! Entao acredito sim que a sua opiniao esta bastante condizente com a realidade, tenho aprendido muito com pesquisas e ja sinto um pouco a desnecessidade da assessoria. Adorei o blog ja assinei com certeza vou ler sempre!

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Nicole, muito obrigado pela sua visita, seu comentário e por se “fidelizar” ao nosso site.

      Mesmo quando discordar de nós, o que fatalmente vai acontecer um dia, expresse sua opinião e fique conosco.

      Aqui é um espaço para debate. :)

  19. Rosendo disse:

    Olá Rodrigo,

    É regra sócio do papodeesteira escrever artigos polêmicos?(RS!)Brincadeira. Achei seu artigo super sensato e claro, mostra de maneira muito objetiva quando uma assessoria esportiva faz-se imprescindível ou não. O problema, no meu entender, é que, pelo exposto no texto, 99%(ou mais) das pessoas que praticam a corrida de rua, o fazem por prazer, por diversão, em busca de uma vida mais saudável e, pelo entendimento lá explanado, estas pessoas dispensam o acompanhamento de um treinador pessoal, então, acredito que os menos interessados neste artigo e os mais críticos dele são exatamente estes profissionais.
    Eu particularmente sempre fui muito autodidata, deste os tempos de faculdade, sempre gostei de buscar o ensinamento direto na fonte, nos livros, e hoje em dia também nos sites(motivo pelo qual conheci o site papodeesteira e diversos outros especializados em corrida de rua). Dessa forma, sempre treinei por conta própria, lendo, tentando aprender e me conhecendo melhor do que qualquer outra pessoa(RS!), conhecendo como ninguém meus limites, a ponto de mudar um treinamento durante sua execução, seja para mais ou para menos, porém, obedecendo meus limites para aquele dia.
    Antes de mais nada, registro minha profunda admiração e respeito aos professores de Educação Física, assim como a todos os profissionais das mais voltadas áreas, porém, querer comparar o grau de dificuldade de uma assessoria esportiva a um corredor de rua com a conclusão de alguns cursos superiores, tais como Medicina e Engenharia, da forma simplista como fizeram acima, perdão, é querer comparar o incomparável, dispensa comentários.
    Porém, acredito que existam pessoas que não tiveram uma infância voltada para a atividade física(ou são indisciplinadas mesmo) ou não tenham muita curiosidade para ler e buscar o conhecimento por si só e, ainda que não queiram ser atletas profissionais, carecem da ajuda de um profissional especializado.
    Parabéns pelo artigo e pela coragem de publicar uma matéria que vai de encontro a boa parte de leitores deste próprio site. Compartilho em gênero e número tudo que lá foi escrito.
    Grande Abraço

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Rosendo, tudo bom?

      Não posso falar pelo Zobaran, mas posso falar por mim… rs

      Só existe polêmica quando algum assunto é tratado no, digamos, “submundo”. Quando existe o diálogo, por mais espinhoso que seja o tema, a polêmica cessa, é simples.

      No caso, alguns profissionais da área realmente se ofenderam e quiseram se comparar a médicos, outros disseram que destacar profissões foi pobreza de espírito.

      Eu sou designer de formação e analista de sistemas de profissão. Gostaria de perguntar a esses profissionais, alguns donos de assessoria, se, ao criar o logo da sua empresa, contrataram um designer… Acho que não, porque, esteticamente, os logos das assessorias são, em geral, horríveis. Então, que direito eles têm de reclamar de um atleta se auto-treinar?

      Como disse em um comentário acima, nós, programadores, escrevemos artigos ensinando outros a programar, aprende quem se sentir a vontade, nós gostamos de compartilhar nosso conhecimento, e o mercado de TI só faz se aquecer no Brasil.

      Sou maduro o suficiente pra dizer que um médico é sim mais importante que um designer ou um analista de sistemas. Ao menos, eu, numa catástrofe nuclear, prefiro um médico do que alguém que saiba história da arte.

      A Branca Esportes anuncia no nosso site. Sabe o que o prof. Branca, dono da assessoria nos disse? Liberdade de expressão, assunto encerrado.

      É, Rosendo, existem profissionais e PROFISSIONAIS…

      • João disse:

        Anuncia? Sério? Paga? Devem trocar o espaço publicitario (pasmem) por treinamento na propria assessoria, afinal, o Dean Karnases brasileiros (ele se acha) treino com Branca…

        AMADORES!

  20. Liliane Martins disse:

    Este texto cita dois pontos de vista. Cada atleta deve seguir aquele que acha melhor pra si.
    Respeito o que o autor escreveu e acho que todos deveriam respeitar, mesmo discordando.

  21. João disse:

    È sério mesmo que estou lendo alguém que é SOCIO de um site e que responde para um internauta que “escrevem merda”?
    Sério mesmo?
    Bem esse portal (sic) vivera a mingua pra sempre ou voce acha que algum patrocinador vai associar a sua marca a portal que seus Socios são corredores iniciantes e arrogantes?
    Convenhamos , correr a há dois e se por acima ser grosso com quem discorda de voce é muita prepotencia.
    Ahh esse seu perfil ” já foi DJ e ainda não sabe o que mais será”… (sem comentários)
    Quanto amadorismo.
    Aqui estão brincando de internet…

  22. Fernando S disse:

    Meu caro Rodrigo,
    Como dizem por ai, opinião e igual a impressão digital…cada um tem a sua! Nao é verdade?
    E na minha modesta opinião você está redondamente enganado…Primeiramente porque o brasileiro tem o péssimo costume de achar que entende de tudo e pode inclusive se auto medicar.
    Segundo que o trabalho desenvolvido pelas assessorias nao envolve somente a corrida em si mas o bem estar, a convivência em grupo, a auto estima e muitas outras coisas que nenhuma planilha, nem muito menos os livros de corrida são capazes de te ensinar.
    Corrida praticada por amadores nao é um esporte de auto desempenho mas um FORMA de vida e convivência.
    Treino desde 2001 co o mesmo técnico, já completei inúmeras provas de 10k, 21K e provas de revezamento. Além disso tenho 8 maratonas e 2 ultras.
    P.S. – nunca tive nenhuma contusão nesse período graças ao trabalho desenvolvido pelo amigo/parceiro/técnico nesses anos todos.

    • Rodrigo Kaveski disse:

      Oi Fernando, tudo bom?

      Como eu disse no texto, acho que existem prós e contras, e também que é possível que um atleta (até campeões) se treinem, e eles nem brasileiros são.

      Hoje, na minha maneira de ver a corrida, não tenho interesse em gastar dinheiro com ela, mas, caso ela volte a ter alguma real importância, caso eu queira superar alguma barreira, voltarei a procurar auxilio profissional.

      Muito obrigado por participar do debate. :)

      PS: Nos comentários acima, fui “mal-educado” só com quem postou com email falso, com o intuito de provocar.

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