Foto: Daniel Xavier

Seu médico está preparado?

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É graduada em Direito, professora e consultora ambiental, por opção. Triatleta, maratonista e Ironwoman. Aos 29 anos, sendo 10 dedicados a corrida (asfalto, cross e montanha) e 6 ao triathlon, sua maior paixão é enfrentar grandes desafios. Descobriu nas provas de longa distância sua vocação. Do esporte herdou a paciência, determinação e perseverança, as quais leva consigo em sua vida. Recentemente, transformou a sua própria mãe em uma das corredoras mais rápidas de sua faixa-etária. Impossível? Somente até você conseguir!

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13 Comentários

  1. Daniel X. disse:

    Postagem tanto importante, quanto necessária. E o mais importante ainda é: OS PRÓPRIOS ATLETAS TEM QUE SE CONSCIENTIZAR!

    Não foi a primeira vez que aconteceu este mesmo incidente, neste mesmo evento.
    Inclusive, já ocorreram dois casos de óbito em provas de triathlon na Lagoa dos Ingleses. Não sei se foram realizadas pela mesma organização. Mas é óbvio que houve despreparo.

    Em julho sofri uma embolia pulmonar BILATERAL, embora tenha comparecido ao pronto atendimento de um hospital por quatro vezes com as mesmas queixas, cada vez mais intensas, o diagnóstico só foi feito 11 dias depois, pois alegavam que minha falta de ar era devido “à ansiedade”. Em certo momento apresentei um quadro de ansiedade sim, pois não sabia até que ponto meu corpo aguentaria a imperícia médica do local onde fui atendido…

    • Vivian Dombrowski disse:

      Daniel,
      O que você publicou ontem foi a gota d’água para mim. Sou triatleta e corredora há dez anos e em todo esse tempo venho batendo da tecla da segurança e do respeito ao atleta em provas.
      O esporte vem crescendo cada dia mais e ainda percebemos que os profissionais de saúde não dão a merecida atenção a essa nova demanda.
      Pelo menos no episódio de ontem, não houve nenhum óbito, felizmente.
      Abs

  2. Gentil Jorge disse:

    Infelizmente é uma realidade, Vivian. Como em toda profissão existem os bons e maus colegas. Felizmente, como voce colocou muito bem, os bons AINDA são maioria. Apesar de toda a ameça de boicote a prova do CRM teve adesão de 97%. Tomara que seja um inicio para separar o joio do trigo. Na medicina , pequenos erros podem ter graves consequencias.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Oi Gentil!
      Você é médico, parte da maioria boa ainda bem, e sabe os problemas que a classe enfrenta. Assim como eu na minha profissão.
      Fico feliz em saber do alto índice de adesão e que seja um bom instrumento de avaliação. Muitos criticam o Exame da OAB, mas dado o grande número de faculdades por aí e a demora do MEC promover o fechamento de muitos deles, não há outra maneira senão o Exame. Que assim também ocorra com a medicina, afinal lida com vidas. Um erro e ela não volta mais.
      Obrigada pelo comentário!!
      Abs

  3. Adolfo Neto disse:

    Um problema grave na Medicina, na minha modesta opinião, é a tentativa da área de “abraçar o mundo”. Estou falando de coisas como a Lei do Ato Médico target="_blank" href="http://www.estadao/especiais/entenda-a-lei-do-ato-medico,75489.htm" rel="nofollow">http://www.estadao/especiais/entenda-a-lei-do-ato-medico,75489.htm.

    O médico acaba precisando saber de tudo, tratar todos, e 6 anos não são o suficiente. Mas são eles mesmos (como categoria) os culpados, pois querem manter uma certa reserva de mercado impedindo parteiras de fazer partos, fisioterapeutas/dentistas de receitar alguns medicamentos simples, entre outras coisas.

    Considerando isso, considero normal a ignorância da radiologista. Melhor ela ser uma boa radiologista do que se preocupar com exames específicos de outra área.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Adolfo, bem pertinente sua observação quanto a lei do ato médico. Mas ao mesmo tempo, ouvi pessoas dizerem: “hoje em dia cada médico é responsável por uma especialidade. Um cuida do dedo, outro da mão, outro do braço.” Então também acho que eles estão se especializando, no intuito de evitar essa sobrecarga. Tanto é a prova de que a radiologista disse que não precisava entender de ergoespirométrico. Eu discordo. Não precisa saber realizar um exame desses, naturalmente, mas com 30 anos de profissão poderia ao menos saber o que é. Ainda mais sendo corredora. Ato falho dela ou de outro profissional que nunca exigiu um exame tão importante.
      E concordo contigo a respeito da reserva de mercado. De fato há medicamentos que poderiam ser receitados por dentistas/fisios e até enfermeiros. O que acaba causando sobrecarga aos médicos também.

  4. Wolfgang Dagmar Gaase Junior disse:

    Acredito que outro problema é o excesso de atendimentos. Para muitos conseguirem um retorno adequado acabam espremendo muitas consultas ao longo do dia e não dando atenção ao paciente. Há alguns meses tive algumas complicações de uma gripe, creio eu e cheguei a passar por 6 médicos diferentes durante um mês. Para todos eles eu dizia que estava com o ouvido infeccionado, febre batendo quase os 39C e só receitavam ibuprofeno, pra dor e febre. Somente no último, já quase sem saber pra quem apelar é que examinou com cuidado e receitou um antibiótico. Também já tive médico famoso que enquanto falava ele me acompanhava até a porta.
    Ou seja, é um conjunto: má preparação e falta de atenção…

  5. Debs disse:

    Posso dizer que a amiga fui eu?! rs

    Vi, eu fiquei tão chocada com aquilo, que passei alguns dias sem acreditar no que a radiologista falou. Como assim “sou radiologista, querida, e não tenho obrigação de saber o que é ergoespirométrico”? Gente, onde vamos parar com médicos tão mal formados, com tantas especialidades, que daqui a pouco, um será pra cortar, o outro pra costurar?

    A medicina deixou há muito tempo de ser “humanizada”… o que é uma pena.

    Parabéns pelo post!

    • Vivian Dombrowski disse:

      Hahahahah pode sim!!
      Sei que ainda temos bons profissionais por aí e rezo para encontrar apenas estes…
      Lamentável o que ocorreu com vc aquele dia.
      Obrigada pelo carinho!!

  6. Éber Valentim disse:

    Essa situação é preocupante, e um simples erro pode ocasionar um problema sério.
    Como dizia uma amigo : “os erros médicos estão todos embaixo da terra.”
    Que situação.
    Até mais!

  7. luis fernando barone disse:

    Olá colega maratonista,concordo com vc, qto ao preparo de alguns colegas (medicos cardiologistas) ao fazerem avaliaicao pre participacao de atletas amadores em provas…
    Sou cardiologista, moro em Piracicaba SP e realizo teste cardiopulmonar nos meus pacientes,tenho um cuidado especial,porque tb participo de maratonas ha varios anos,entao sei bem o grau de esforco e desgaste em que colocamos nosso coracao,porem aqui tb ha muita gente fazendo serviço meia boca..sabe como é…Agradeço a vc por divulgar essas informaçoes, acabo de montar um site da minha clinica ,onde vou colocar materias sobre o assunto,obrigado

    • Vivian Dombrowski disse:

      Olá Luis Fernando,

      Obrigada pelo comentário!
      Como em qualquer área, há os bons e maus profissionais. E na medicina não é diferente. O problema é que um erro pode causar uma vida.
      Muitas pessoas naõ tem bom-senso e se arriscam em provas, vão muito além dos seus limites, e se não há a supervisão de um bom médico, sabemos qual será o resultado.
      Eu faço check-up cardiológico completo anualmente. E ainda assim, quando abuso um pouco, consulto meu médico..
      O que acho ideal é justamente isso: o médico também participar do esporte, pois só assim tens a real dimensão do que se passa..

      Grande abraço!

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