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Pelo direito de treinar sem ter que usar burca

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É graduada em Direito, professora e consultora ambiental, por opção. Triatleta, maratonista e Ironwoman. Aos 29 anos, sendo 10 dedicados a corrida (asfalto, cross e montanha) e 6 ao triathlon, sua maior paixão é enfrentar grandes desafios. Descobriu nas provas de longa distância sua vocação. Do esporte herdou a paciência, determinação e perseverança, as quais leva consigo em sua vida. Recentemente, transformou a sua própria mãe em uma das corredoras mais rápidas de sua faixa-etária. Impossível? Somente até você conseguir!

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38 Comentários

  1. Zequinha disse:

    Caríssima Vivian

    Seus post`s sempre trazendo fatos consistentes para nossa reflexão, infelizmente os que necessitam ler os textos estão as margens em níveis culturais / educacionais e sociais.
    Além dos constrangimentos que a mulher corredora sofrem e muitas vezes palavras que agridem, em escala menor existe também com homem. palavras do tipo: corre FDP!, corre maluco!. O seu baba…. falta muito., isso quando não fazem um gesto obsceno.
    Em uma cidade praiana (região dos lagos) já fui acompanhado por uma ciclista (tem tempo)rsrsrs, e ouvi uns elogios (confesso que não estava sonhando rsrsrs) após a fala , ela acelerou e entrou na primeira rua. No mesmo trecho uma outra mulher fez um sinal para mim , eu diminui e também recebi umas gracinhas (sorte de quem corre lento).Durante uma noite correndo com um um amigo que é triatleta fomos surpreendidos por uma mulher ( de carro) onde fez um convite a queima roupa para os dois. UFA! de fato nos impactou.
    Brincadeiras a parte, é muito mais fácil para o homem absorver estas situações do que a mulher.Será que nos países da Europa também ocorrem este tipo de assedio?

    • Aline Carvalho Aline Carvalho disse:

      Zequinha, acontece! Vou poupar dos detalhes sórdidos, mas o pior momento que já passei em relação a isso foi em Amsterdam!

    • Vivian Dombrowski disse:

      Z-E-Q-U-I-N-H-A!!

      Tu sim tens história pra contar…hehehe… O charme de ultracorredor conquistando a região dos lagos, hein??

      Sem brincadeiras, é chato isso…no caso das mulheres especificamente. É deselegante, covarde, desrespeitoso e sem sentido. E por mais que ignoramos, uma hora cansa…

      obrigada pela visita e por contar sua experiência!! Aposto que mais atletas irão se identificar!!

      Abração

  2. Renato Mello Renato Mello disse:

    Vivian, independente da roupa que a atleta estiver usando, qualquer comentário ou atitude como estas listadas por você é desprezível e inadmissível. Tenho pena dos caras que fazem isso, na verdade tenho pena de suas mulheres, namoradas, filhos e filhas, pois sua falta de respeito respinga em todas as pessoas que o cercam, sem dúvida alguma! O negócio é tampar os ouvidos e se for o caso, denunciar!
    abs!

    • Vivian Dombrowski disse:

      Renato,

      É verdade, independente de roupa. Usei a “burca” que é sinônimo de proteção a imagem do corpo como uma referência, e como todo o respeito à religião. Mas sei que nem estas belas mulheres por debaixo de tanto pano, estão a salvo.
      O que falta é respeito e educação… eu uso os earphones tb por isso, para “blindar” um pouco. O problema é quando a galera deixa os comentários e parte para a agressão física. Aí sim é denunciar.
      Abração!

  3. Luiz disse:

    Caramba. Beira o absurdo ainda existir isso. Fico enojado com os “compaheiros” por tal comportamento. o pior é que todos perdem com isso. Os que “gracejam” só chupam dedo e com isso criam um clima chato e de desconfiança contra tudo e contra todos.
    Já tive vontade de enfiar uns safanões no pé do ouvido de uns caras assim por coisas que vi falarem de algumas moças.
    Parabéns pela “voz” Vivian e que dias melhores venham a todos, no caso específico do post, a todas!

    • Luiz disse:

      Ah, e mais. Fico pensando esses caras não tem família? Ouviriam tranquilos as mesmas palavras em relação à mãe esposa ou filhas?

    • Vivian Dombrowski disse:

      Obrigada Luiz!!
      Você disse bem: Por causa de alguns a desconfiança se estende a todos. Infelizmente isso é normal.
      Deveriam se envergonhar afinal ninguém acha graça e eles ainda ficam com cara de “mané”.

      Obrigada pelo comentário!!
      Abs

  4. Adolfo Neto disse:

    Caramba! Saiba que existia desrespeito (além dos que você citou, os idiotas que tiram fotos). Mas este do tapa é ainda pior.

  5. Gabriel von der Heyde disse:

    Infelizmente é corriqueiro esse tipo de atitude e de extremo mal gosto, mas isso não ocorre só com as mulheres pois nós corredores homens somos xingados de todas as maneiras quando corremos na rua com palavras que nem é preciso descrever aqui. Acho também que a divulgação da corrida tem diminuído esses xingamentos. Quando corro com uma bela amiga corredora vejo o que ela sofre, pequena a alma desses indivíduos.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Gabriel,
      O desrespeito é geral. Mas com as mulheres há o agravante que muitos homens se prevalecem.
      Acredito que a divulgação das corridas colabora com o conhecimento do esporte e as pessoas se “familiarizam” mais. Entretanto, quem é “espírito de porco”, será assim sempre. Ou até achar alguém mais valente.
      São pessoas baixas, ínfimas.

      Obrigada pelo comentário!!
      Abraços!

  6. Wolfgang Dagmar Gaase Junior disse:

    Também já ouvi piadinhas por correr de legging ou de short de corrida durante treinos. E na maior parte das vezes acontece quando não estão sozinhos. Afinal, tem que mostrar que é “macho” para os companheiros ou para o filhão

    • Vivian Dombrowski disse:

      Disse tudo, Wolf: “tem que mostrar que é macho para os companheiros ou para o filhão.”
      Lamentável.. isso é envergonhar a raça humana como um todo..

  7. Hernani Oscar disse:

    Vc tem razão Vivian e isso é o tempo todo, já tive que dar tapas em carros que entraram no acostamento pra assustar ou mostrar que “corre mais” (sem dúvida) mas contra a mulher é sempre e da mesmo forma citada “o machão” sai em disparada, e “ele” tá sempre com um cara! epa! ….

    • Vivian Dombrowski disse:

      Hernani,
      Bem observado… “ele tá sempre com um cara…”
      Desrespeito está cada vez maior e sem limites. Seja contra homens, mulheres e independe de classe social.

      Obrigada pela visita !! Abraços

  8. Giselli Souza disse:

    Pior não é isso, pior é ver alguns atletas, isso mesmo, atletas desrespeitarem as mulheres corredoras. Já cansei de quase ser atropelada na USP por ciclistas, de nas provas de rua alguns imbecis saírem distribuindo cotoveladas para sair na frente. Só em travessia que a galera respeita mais pq a largada é diferente.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Giselli,

      É verdade…o desrespeito entre os próprios atletas. Isso me fez lembrar o que li num blog esses dias, de um corredor: “eu corro pra ultrapassar mulher. Sim, sou machista e não gosto delas a minha frente.” Assim, declarado!!!
      Já levei empurrão em corrida e corri mais que o “cidadão” alcancei e meti a boca.
      Em travessias eu já larguei junto…é terrível. Em triathlons, idem. Acabo largando mais para trás porque cotovelada e chute na água te desnorteia por minutos.

      Em suma, o que falta é RESPEITO. É tão simples e tão fácil, né?
      Obrigadão pela visita!! Bj

  9. Livia disse:

    Galera, a questão não e roupa, e respeito!!! No dia que recebi o tapa (foi a terceira vez!!! isso e quase inacreditável!!!), estava de bretele de inverno e corta vento!!! quem me conhece sabe que treino com roupas masculinas e não curto desfile de moda durante o treino (nas provas, ate acho legal uma roupinha diferente…) Mesmo se eu estivesse “pelada”, não deveria ser agredida desta forma… e igual falar que uma mulher estuprada pediu por isso pq andava de short… A questão e a mais absoluta falta de respeito pela mulher que temos no nosso pais… Ouvi dizer que a cada 4 minutos uma mulher e agredida no nosso pais, e que a lei Maria da Penha não reduziu essa estatística em 7 anos de existência… E se eu fosse numa delegacia falar que me deram um tapa na bunda pedalando, eu viraria chacota… Já fiz um BO qd me agrediram com uma calca jeans (tb pedalando) e não deu em nada!!! O que fazer, eu não sei… so sei que nunca vou parar de pedalar, pq se eu desistir, eles venceram…

    • Vivian Dombrowski disse:

      Livia,
      Acreditas que aqui bermuda de corrida (bermudinha básica) já é motivo pra comentários?? Shorts de corrida então, só no parque… Eu sempre saio com camiseta mais comprida, ou mais larga, mesmo que as vezes mais desconfortável. Jamais branca porque com a transpiração fica transparente, marca, etc…
      O problema é respeito. E realmente não podemos nos amendontrar ou acovardar. É como a Gih comentou no FB: enquanto eles mexem, nós damos risadas pois sabemos que daqui uns anos nós estaremos saudáveis e felizes..e eles? Sabe Deus.

      Obrigada por compartilhar a experiência!! Bjo

  10. Hélio Shiino disse:

    Isto é da maior seriedade!

    Para a mulher tudo é mais complicado. Mas não deveria ser.

    Sou mochileiro e eu já conversei com uma mochileira, que viaja sempre sozinha, as recomendações imprescindíveis que as viajantes devem adotar ao se aventurar mundo afora. Tem até publicações a respeito do assunto tamanho o grau de importância.

    Será que há o que comprar e ler a respeito de recomendações de cautelas a serem adotadas por atletas que treinam sozinhas???

    Mesmo que seja em inglês, além do português, seria oportuno termos esta lista para divulgação.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Hélio,

      Isso é muito sério. Atitudes assim inibem muitas mulheres de treinar por aí e, até, de viajarem sozinhas. E isso é lamentável pois esbarra no direito de ir e vir, além da violação de intimidade.
      Muito boa sua ideia! Vou fazer uma busca sobre material a respeito!!! Assim que encontrar, divulgo aqui em um post!

      Obrigada pela sugestão e pela visita!!

      • Gabriela Farias disse:

        Vivian, estou louca pra começar triathlon e corridas mais longas, mas não tenho como treinar no parque e preciso treinar rua. Fui correr uma vez de manhã cedo e desisti dessa ideia. Sinceramente, mesmo fechando os ouvidos, sai do treino muito mal, humilhada e carregada de energias negativas dentro de mim. Isso não é certo. Prefiro continuar fazendo o mesmo percurso “chato” no parque, pois não tenho coragem de ir pra rua.

  11. Fernando disse:

    Fez lembrar esse vídeo abaixo rsrs…. “A vingança feminina rs ……..”

    target="_blank" href="https://www.youtube/watch?v=l7STJ6hqGJU" rel="nofollow">https://www.youtube/watch?v=l7STJ6hqGJU

  12. Milena Cardoso disse:

    Este post disse tudo!!!!

  13. Luis Fernando Oliveira disse:

    Lendo o texto minha primeira reação foi “isso não é exclusivo com mulheres, é agressividade contra quem faz atividade”. Mas pensando melhor, para a mulher a coisa fica ainda mais séria, pois mistura dois problemas, o recalque contro o exercício, que é uma espécie de inveja, e a visão machista de que lugar de mulher é em casa.

    Já ouvi gracejos de mulher na rua. O que é totalmente misterioso pra mim e pra quem me conhece pessoalmente. Fiquei surpreso na hora e não reagi. A cada minuto fui ficando mais e mais “p…” da vida. Estragou minha corrida no final.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Olá Luis Fernando,

      Adorei a sua definição: “Recalque contra o exercício, que é uma espécie de inveja, e a visão machista de que lugar de mulher é em casa.” Foi perfeito. Para muitos é isso que passa na cabeça, infelizmente.
      E concordo contigo..é contra todos, mas a mulher ainda sofre um pouco mais por estar mais vulnerável correndo/pedalando na rua.
      E de fato, estraga o treino. Algumas vezes nos blindamos e tocamos em frente, mas outras, incomoda muito.

      Obrigada pela visita aqui!!

  14. Danielli Bridi disse:

    De fato é uma “aventura” sair à rua para treinar ou pra comprar pão.

  15. Tata disse:

    O mais cruel é que eles não acham que estão elogiando e apenas inconscientemente estão sendo machistas. Eles sabem, têm pleno conhecimento, absoluta convicção de que estão apenas ofendendo e constrangendo as mulheres, os “seres inferiores”. São estes os homens que humilham prostitutas e travestis na rua, por diversão.
    Admiro você e todos os atletas (homens e mulheres) que além de superar as próprias limitações, conseguem vencer a resistência do meio.
    Obs.: este comentário é um manifesto feminista.
    Beijos e sucesso

    • Vivian Dombrowski disse:

      Tata,
      Obrigada pelo comentário!
      Realmente não é fácil. Mas acredito que se intimidar é muito pior. As mulheres estão ocupando o seu espaço na sociedade e devem se impor. Respeito é igual para todos.Tem dias que realmente dá vontade de chorar, outros de xingar, bater, jogar o que se tem a mão no infeliz que agride. Mas com o tempo vamos aprendendo a lidar…
      Ah, quanto ao seu manifesto feminista, foi muito bem-vindo!! Esteja sempre convidada a participar!
      Beijos!

  16. Fernando Fazzane disse:

    Vivian, é triste mas temos que entender que a maior parte da população compartilha um nível sócio-cultural muito, mas muito baixo. Onde o esporte é futebol, onde as opiniões vem da televisão, onde a música exala sexo e machismo, onde o padrão não se encaixa com a realidade de quem pratica esportes de performance onde há ciência, estudos, técnicas, planejamento, tecnologia em alimentação e obviamente vestuário. Eles simplesmente não sabem que este universo existe. São como índios avistando caravelas, porém como são a maioria, julgam-se no direito de impor suas regras e costumes. O ser humano sempre foi opressor e agressivo e isto ainda não mudou e ouso dizer que não mudará tão cedo. Apenas mudaram os meios de violência e a tecnologia empregada ao usá-las. Graças aos tempos, temos algumas leis que tentam colocar ordem nesta bagunça, mas elas são abstratas e nem sempre interiorizadas. Resta-nos criar mecanismos preventivos e persistir na luta, nunca julgando o todo pela parte. O pensamento é universal e acontece nos dois universos: masculino e feminino. A manifestação é acentuada no sexo masculino, talvez motivada pela alta testosterona, mas ocorre o mesmo no sexo feminino que talvez não leve a cabo por receio da opinião social e pelo julgar ter menos força caso fosse necessário emprega-la em uma possível luta corporal. Um abraço!

    • Vivian Dombrowski disse:

      Oi Fernando!!
      A corrida é relativamente nova. Se estivessemos falando há 10 anos atrás, quando realmente parecíamos ET’s nas ruas, tudo bem. Mas atualmente a corrida já vem conquistando seu espaço, não é algo tão sobrenatural. De qualquer forma, sim concordo com você que a população compartilha um nível sociocultural baixo, sem dúvidas!!! Sua explanação foi perfeita nesse sentido – futebol, música machista e sexual – que é o que a grande massa consome.
      Entretanto, afora os esportes de performance, também leio muitas mulheres reclamando do simples fato de andar nas ruas, de caminhar seja por esporte ou deslocamento, do fato de não poder usar o transporte coletivo para não ser molestada.
      No fundo, no fundo, é a cultura machista extremamente arraigada. Ao se impor, ao agredir, o homem subjetivamente está mandando para casa a mulher que circula pelas ruas.
      Acredito e defendo que as mulheres devem seguir em frente, se impor e mostrar seu lugar. Amedrontar-se, inibir-se, esconder-se não será a solução.

      Muito obrigada pela valiosa contribuição!
      Grande abraço!

      • Fernando Fazzane disse:

        Vivian, concordo contigo em gênero, número e grau.
        Muitos destes homens sentem-se desafiados por vocês, mulheres guerreiras e batalhadoras, e não suportam vê-las em posição de destaque ou fazendo coisas que estão fora do estereótipo criado pelo universo machista endereçado ao universo feminino. A maior diferença entre o machismo e o feminismo é que no feminismo as mulheres lutam por direitos iguais, por harmonia. No machismo há um movimento de dominação, supremacia. Talvez o termo “feminismo” não abrace corretamente a causa. Viva todas vocês, mulheres guerreiras! Não desanimem jamais! Sempre haverá homens que compartilham dos seus ideais e é deles de onde deve sair o apoio fiel e irrestrito em direção da harmonia. Como dizia Che: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. Já pensou como seria lindo um planeta assim? Forte abraço a todos!

  17. Rodrigo Oliveira disse:

    Olá, sou de Campo Grande MS, aqui temos muitos lugares bons para os treinos de corrida e bike. No entanto tenho observado, que esse tipo de comportamento vem aumentando. Por muitas vezes me sinto profundamente ofendido ao ver uma mulher ser assediada dessa forma perto de mim. Fico até mesmo desconcentrado do meu treino e já pensei em parar e pedir desculpas a mulher pela atitude imbecil daquele ser que se julga HOMEM. Já temos que treinar cuidando dos carros e motoqueiros que muitas vezes, por motivos que eu não sei quais, se acham no direito de jogar suas “máquinas” em cima de quem está fazendo sua atividade física. Nunca, jamais, nem mesmo uma mulher que viva do sexo, irá dar a mínima para um homem que tem esse tipo de atitude covarde, deselegante, desrespeitosa e imbecil.
    No final do texto, em uma frase está tudo isso bem definido: “Mulher gosta de ser cortejada, paquerada mas no local e momento certo, de maneira respeitosa e por quem elas dão liberdade”.

    • Vivian Dombrowski disse:

      Oi Rodrigo!!
      Parabéns pela sua atitude e seu pensamento… Bom se todos os homens pensassem assim!!
      Agora eu uso uma frase sua que bem define tudo: “Nunca, jamais, nem mesmo uma mulher que viva do sexo, irá dar a mínima para um homem que tem esse tipo de atitude covarde, deselegante, desrespeitosa e imbecil.”

      Muito obrigada pelo comentário e por compartilhar seu pensamento!
      Um abraço!

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